{"id":80,"date":"2016-01-24T20:05:47","date_gmt":"2016-01-24T20:05:47","guid":{"rendered":"http:\/\/iporanga.sp.gov.br\/ipotur\/?page_id=80"},"modified":"2016-01-24T20:05:47","modified_gmt":"2016-01-24T20:05:47","slug":"historia-do-municipio","status":"publish","type":"page","link":"http:\/\/iporanga.sp.gov.br\/ipotur\/historia-do-municipio\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria do Munic\u00edpio"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: justify;\">Hist\u00f3ria<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por volta de 1556, foram notados os primeiros vest\u00edgios do homem branco em solo iporanguense, provavelmente de exploradores portugueses ou<a href=\"http:\/\/189.109.140.94:8080\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/371832141.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-517 alignright\" src=\"http:\/\/189.109.140.94:8080\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/371832141-300x201.jpg\" alt=\"371832141\" width=\"424\" height=\"284\" \/><\/a> refugiados remanescentes dos antigos invasores de nossa terra. Em 1.576, reunidos nos bares e similares da Pra\u00e7a dos Canh\u00f5es em Canan\u00e9ia, grupos de intr\u00e9pidos aventureiros comentavam suas aventuras no desbravamento de novas terras, na conquista de novas fontes de riquezas para a coroa portuguesa. Geralmente fazia parte do grupo, um velho e veterano sertanista que, j\u00e1 n\u00e3o tendo mais for\u00e7as para encetar novas incurs\u00f5es sert\u00e3o adentro, deleitava seus ouvintes com narrativas ricas em detalhes, no qual discorria sobre a impon\u00eancia de uma rica regi\u00e3o encrustada nos contrafortes de magestosas montanhas, com uma flora abundante, prometedora e variada; sua fauna com incr\u00edveis manadas de animais das mais variadas esp\u00e9cies e principalmente onde o ouro cintilava, como que jorrando livre a abundante no leito de seus rios, enfim, um verdadeiro \u201cEldorado\u201d e um deleite aos olhos de quem a visse. Essas narrativas, embora fantasiosa, fascinavam os ouvintes e os impressionavam sobremaneira, fazendo com que, em suas mentes sempre repletas desejos de aventura, de \u00e2nsia em desvendar o desconhecido, fossem nascendo, ali mesmo na Pra\u00e7a dos Canh\u00f5es, a ideia de sair em busca dessa t\u00e3o comentada regi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, certo dia, reunidos na casa de um dos idealistas, um grupo de pessoas sob a chefia de Garcia Rodrigues Paes, sobrinho do bandeirante Fern\u00e3o Dias Paes, Nuno Mendes Torres, Antonio Lino de Alvarenga e Jos\u00e9 de Moura Rolim, decidiram partir em expedi\u00e7\u00e3o exploradora, iniciando-se os preparativos para encertar-se a aventura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em Mar\u00e7o de 1576, ap\u00f3s intensos preparativos e com uma frota de 15 canoas de pequeno calado, aptas a enfrentar a subida do Rio Ribeira, onde se localizava a meta almejada, partiram, zarpando do Porto de Canan\u00e9ia. Ap\u00f3s alcan\u00e7ar a foz do Ribeira, iniciaram a sua escalada rumo ao desconhecido. Assim, depois de in\u00fameras perip\u00e9cias, com muitas paradas para recupera\u00e7\u00e3o dos exaustos tripulantes e para reconhecimento de novas e poss\u00edveis posses descobertas, atingiram o rec\u00e9m-fundado povoado de Concei\u00e7\u00e3o de Ivaporunduva, onde permaneceram alguns dias para recobrar novas energias, pois a partir dali, o caminho a percorrer seria completamente desconhecido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A escalada ia-se tornando cada vez mais \u00e1rdua e penosa. O rio tornava-se cada vez mais sinuoso , afunilando-se e consequentemente ia ficando mais caudaloso, formando em seu leito respeitosas corredeiras e majestosas cachoeiras espremidas entre perigosos penedos que desafiavam a per\u00edcia e a coragem do intr\u00e9pidos aventureiros. No entanto , os aventureiros cada vez mais se extasiavam com a mudan\u00e7a acentuada dos aspectos geogr\u00e1ficos, com a descoberta da majestosa floresta com as variadas esp\u00e9cies de arvores que se deparavam e com diversos bandos de in\u00fameros animais componentes da fauna que eles iam descobrindo gradativamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, ap\u00f3s muitos dias estafamante, penosa, mas extasiante incurs\u00e3o pelo sert\u00e3o bruto, atrav\u00e9s do Ribeira e ap\u00f3s terem deixado para traz a foz do desconhecido Rio Pil\u00f5es, encontravam em meados de Junho, h\u00e1 muitos quil\u00f4metros rio acima, um novo afluente, onde aportaram para descansar e tra\u00e7arem novos planos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Notaram pela forma\u00e7\u00e3o do cascalho na conflu\u00eancia do Ribeira com aquele novo rio que, tinham boas perspectivas e assim resolveram subi-lo com suas embarca\u00e7\u00f5es. Foi assim que a 12 de Junho de 1576, v\u00e9spera de Santo Antonio, a oito quil\u00f4metros da foz do Rio Iporanga, nome com que batizavam o mesmo, encontraram uma vasta v\u00e1rzea que decidiram ser o local ideal para nele fixarem o seu ponto de referencia \u00e0 futuras incurs\u00f5es mais para o centro do sert\u00e3o. Iniciaram ali, a constru\u00e7\u00e3o de r\u00fasticas cabanas de madeira no barro para abrigo dos garimpeiros e de seus familiares. Circundando-as constru\u00edram imponentes muralhas de pedras para previnir-se contra ataques de bugres que infestavam a regi\u00e3o e que se mostravam bastante belicosos. Nascia assim o \u201cGarimpo de Santo Antonio\u201d, nome que deram em homenagem ao santo do dia. Come\u00e7aram os primeiros preparat\u00f3rios para o inicio do garimpo, bem como, o cultivo de cana de a\u00e7\u00facar e cereais para a subsist\u00eancia dos moradores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/189.109.140.94:8080\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/513229321.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-520 alignleft\" src=\"http:\/\/189.109.140.94:8080\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/513229321-300x208.jpg\" alt=\"513229321\" width=\"300\" height=\"208\" \/><\/a>Em 1625, o Arraial que contava com uma Capela, coberta de sap\u00e9, sendo o Padre Jos\u00e9 Maria Tinoco, o primeiro a administrar os sacramentos.Com o tempo, devido a chegada dos novos faiscadores, em vista da abund\u00e2ncia do ouro na regi\u00e3o e da fertilidade das terras, o arraial crescia e prosperava. A partir de 1625, o arraial j\u00e1 contava com uma Capela coberta de sap\u00e9, sendo o Padre Jos\u00e9 de Maria Tinoco, o primeiro a administrar os sacramentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com o tempo, devido a chegada dos novos faiscadores, em vista da abundanciado ouro na regi\u00e3o e da fertilidade das terras, o arraial crescia e prosperava. A partir de 1676 devido as dificuldades em se atingir o Rio Ribeira, atrav\u00e9s do caudaloso leito do Rio iporanga, foi surgindo a ideia de formar um novo n\u00facleo habitacional em sua foz, no Ribeira, ideia essa aprovada por uns, rejeitada por outros e somente tempos depois por volta de 1730 se iniciou a forma\u00e7\u00e3o do novo n\u00facleo. O garimpo e Arraial de Santo Antonio, persistiu por mais de um s\u00e9culo e meio, sendo registrado no Livro dos Quintos Reais, o total de 618 arrobas de ouro dele extra\u00eddas. Por volta de 1757, foi iniciada a constru\u00e7\u00e3o, no mesmo lugar da Capela mais antiga, de uma outra, com paredes de taipa e coberta com telhas de barro, construindo-se tamb\u00e9m um pequeno cemit\u00e9rio que a circundava, segundo consta, a imagem de Santa Anna foi doada por Garcia Rodrigues Paes, sendo o Resplendor e a Coroa de ouro, doados por Antonio Lino de Alvarenga sendo a dita Capela filial da Vila de apiahy, de onde anualmente vinha os Reverendos Vig\u00e1rios administrador sacramentos at\u00e9 que, por varias representa\u00e7\u00f5es do Exmo. Bispo Diocesamo Dom Frei Manoel da Ressurrei\u00e7\u00e3o, obtiveram um Capel\u00e3o com nome de Frei Antonio D\u2019Ascens\u00e3o, que permaneceu no local por dezoito anos, at\u00e9 que se recolheu ao seu convento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse \u00ednterim, o novo povoado crescia a olhos vistos, com a constru\u00e7\u00e3o de novas e mais sofisticadas habita\u00e7\u00f5es, casas de com\u00e9rcio , novos costumes ,evolu\u00e7\u00e3o da moda e mescla de culturas , iam-se estabelecendo com a conviv\u00eancia dos colonizadores e escravos. Os vestu\u00e1rios masculinos da \u00e9poca se constitu\u00edam de cal\u00e7as largas de brim resistente, longas para o trabalho no campo . Os trajes domingueiros eram ricamente ajaezados.As damas usavam vestidos bastante rodados, enfeitados com ricas rendas e as escravas com seus vestidos brancos quase sempre, constitu\u00edam a moda da \u00e9poca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O clico do ouro ia determinando cada vez mais, a r\u00e1pida expans\u00e3o do povoado.Com o nobre metal abundando na regi\u00e3o , dizia a hist\u00f3ria que as damas da sociedade na \u00e9poca , faziam-se acompanhar aos bailes e reuni\u00f5es sociais , nas suas aias (escravas mais vistosas ) cujas carapinhas borrifavam com ouro em p\u00f3, ostentando assim suas vaidades e riqueza . Havia tamb\u00e9m, escravos que, garimpando clandestinamente escondiam p produto de seu trabalho em garrafas e gomos de bambu, visando possivelmente a compra de sua liberdade junto a seus senhores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em meados de 1776, iniciou-se a arruamento mais planejado do povoado que surgia naturalmente . Algumas fam\u00edlias que n\u00e3o vieram com o intuito de explorar o ouro e sim para cultivas a terra , deslocaram-se tanto rio abaixo , como rio acima , onde se estabeleceram plantando arroz ,milho,mandioca e principalmente cana de a\u00e7\u00facar proporcionando com isso , o surgimento de futuras pequenas ind\u00fastrias de rapadura, aguardente e farinhas , que seriam vendidas nos povoados vizinhos , as mesmo tempo constru\u00edam-se grandes sobrados e ricas vivendas , emprestando ao povoado em aspecto senhorial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1.802, veio , ordenado se S\u00e3o Paulo , o Padre Bernardo de Moura Prado , para administra\u00e7\u00e3o dos sacramentos , fixando resid\u00eancia no munic\u00edpio .Com o decl\u00ednio do ciclo do ouro, os habitantes remanescentes de Sant\u2019Anna, devido \u00e0s dificuldades e inc\u00f4modo para o povo deslocar at\u00e9 a Capela do antigo arraial, na \u00e1rea do garimpo , a fim de assistirem as missas e sepultarem seus mortos, al\u00e9m do abandono em que se encontrava aquela Capela, o Padre Bernardo , juntamente com o Capit\u00e3o Jos\u00e9 de Moura Rolim e outros, iniciaram,por volta de 1814 , um movimento para a constru\u00e7\u00e3o de uma nova Capela , onde j\u00e1 se encontrava instalada a maioria dos moradores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O referido Padre conseguiu de Dona Escol\u00e1stica Maria uma devota, a doa\u00e7\u00e3o de um terreno para Santa Anna, para a constru\u00e7\u00e3o da aludia Capela. Convocou-se o povo, sendo feito um mutir\u00e3o para ro\u00e7ar e plantar arroz, tendo sido arrecadado com as vendas, o total de 100$000 (cem mil r\u00e9is) para pagamento ao mestre de taipas, Francisco Alves. Em 1815, foi concedida a autoriza\u00e7\u00e3o do Bispo Dom Matheus de Abreu Pereira, quando ent\u00e3o iniciaram as obras da Capela, sendo a mesma terminada em 1821.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A capela de Santa Anna, foi ornamentada com os bens da antiga Capela e, ap\u00f3s terem sido efetuados os tr\u00e2mites burocr\u00e1ticos da igreja, tanto por parte de Apia\u00ed, a qual estava vinculada, quanto por parte do Bispado de S\u00e3o Paulo, foi benzida no dia 5 de Junho de 1822, pelo Vig\u00e1rio de Apia\u00ed Generoso Alexandre Vieira, e Padres Bernardo de Moura Prado e Francisco Jos\u00e9 de Trindade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Iporanga experimentava substancial crescimento e seus novos habitantes deram-lhe carinhosamente a denomina\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o oficial de \u201cFreguesia\u201d, batizando-a de \u201cFreguesia de Sant\u2019Ana\u201d.O esp\u00edrito de irrequieto dos moradores, fez com que come\u00e7assem a abandonar o Caminho dos Rios, iniciando a explora\u00e7\u00e3o ruma ao planalto para novas fontes de riquezas e visando a comunica\u00e7\u00e3o com novos povoados que sabiam existir.Como Iporanga tornava-se um importante Porto Fluvial, foi iniciada a constru\u00e7\u00e3o de duas escadarias de pedras, visando dar melhor acesso aos seus portos: \u201cPorto de baixo\u201d ou \u201cPorto do Ribeir\u00e3o\u201d e \u201cPorto de Clima\u201d ou \u201cPorto do Ribeira\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com o surgimento de novas ind\u00fastrias de aguardente,rapaduras e beneficiamento de cereais atrav\u00e9s de monjolos nos arredores, intensificou-se o intercambio comercial com as povoa\u00e7\u00f5es vizinhas. Continuava em franco desenvolvimento com o privilegio de ser o \u00fanico meio de comunica\u00e7\u00e3o planalto-litoral , tornando-se atrav\u00e9s das trilhas anteriormente abertas pelos exploradores locais, j\u00e1 bem usadas e portanto conhecidas, uma importante via de acesso, \u00fanico porto fluvial de onde se poderia partir em demanda, ao litoral. Permitindo o intercambio comercial das regi\u00f5es vizinhas com o Planalto, atrav\u00e9s do transporte de tropas at\u00e9 Iporanga e da\u00ed por interm\u00e9dio de frotas de embarca\u00e7\u00f5es (canoas) que desciam e subiam o Ribeira, transportando as mercadorias transacionadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fazendo o intercambio comercial entre cidades importantes como Itapeva (antiga Faxina), Itarar\u00e9, Ibi\u00fana, Itapetininga, Sorocaba e outras atrav\u00e9s de tropas de muares. O transporte at\u00e9 Iporanga e dessa para o litoral, atrav\u00e9s de canoas de m\u00e9dio calado, que se constitu\u00edam em grande atra\u00e7\u00e3o com suas sirenes ao atingir a \u201ctesta do Custodio\u201d (Cachoeira) para avisar a popula\u00e7\u00e3o de sua chegada, a qual acorria prontamente, sempre \u00e1vida por novidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tornou-se Tradicional e folcl\u00f3rica a figura do Tropeiro, homens intr\u00e9pidos e valentes, respons\u00e1veis pelo transporte de bens, mercadorias e tamb\u00e9m pela seguran\u00e7a dos poss\u00edveis viajantes, que se engajavam a sua caravana, em transito para Iporanga ou vice-versa. Sua sa\u00edda era acompanhada em silencio respeitoso, no entanto o regresso era bastante concorrido e festejado. As mocinhas da \u00e9poca corriam, havidas por novidades: tecidos,rendas,bijuterias que os mesmos traziam para o comercio local ou ent\u00e3o, algum mancebo que significasse um casamento em potencial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos livros de notas da Vila Sant\u2019Ana de Iporanga, contava que em 1822 com 68 tropeiros cadastrados e 42 propriet\u00e1rios de tropas.<br \/>\nPor efeito da manifesta\u00e7\u00e3o dos moradores, aos 9 de dezembro de 1830, por Decreto imperial o povoado foi elevado a categoria de Freguesia, com seus limites oficialmente demarcadas. A Freguesia de Sant\u2019Anna, Prosseguia em sua ascens\u00e3o, apesar do ouro ter se esgotado pois a agricultura continuava<a href=\"http:\/\/189.109.140.94:8080\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/DSCF5856.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-521 alignright\" src=\"http:\/\/189.109.140.94:8080\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/DSCF5856-300x225.jpg\" alt=\"DSCF5856\" width=\"300\" height=\"225\" \/><\/a> em franca expans\u00e3o com uma pr\u00f3spera atividade comercial. Tinha cadastrado em livros, como fonte de economia: 16 ind\u00fastrias de fumo, 52 ind\u00fastrias de engenhos de cana, 14 f\u00e1bricas de rapadura, 12 f\u00e1bricas de aguardente e diversos monjolos de cereais, que fabricavam farinha e outros, constando tamb\u00e9m no termo da Assembleia Geral de Novembro de 1830, a exist\u00eancia de 1200 moradores que se dedicavam a cria\u00e7\u00e3o de porcos e plantio de arroz e cana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Consta que aos 9 de Janeiro de 1832, no rec\u00e9m-criado \u201cDistrito de Paz de Sant\u2019Anna de Iporanga\u201d haviam: 30 casas comerciais, 40 f\u00e1bricas de rapadura, 28 f\u00e1bricas de aguardente e 22 f\u00e1bricas de farinha, 02 loterias, 02 alfaiates, 3 ferreiros e 1 fogueteiro. Na \u00e9poca, os senhores mais ricos mandavam seus filhos educarem-se na Europa (Lisboa e Paris), sendo que muitos desses ao regressarem, influenciaram sobremaneira os costumes do local, trazendo o gosto pelas artes e aumentando interesse pela cultura em geral.Em 1841, comemorando a data de coroa\u00e7\u00e3o de D. Pedro II, \u00e9 inaugurado o Teatro Recreativo Sant\u2019Anna, fazendo-se apresentar a Companhia L\u00edrica Francesa, vinda especialmente para o evento. Pela lei provincial, N\u00ba 8 de Mar\u00e7o de 1843, o distrito de Iporanga, que pertencia ao munic\u00edpio de Apia\u00ed, foi transferido para Xiririca, n\u00e3o demorando a iniciar o movimento pela emancipa\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-administrativa da Vila, liderado pelo Coronel Jo\u00e3o Esteves Neves, a qual incorreu em 1873, em virtude a Lei Providencial n\u00ba 39, de 3 de abril daquele ano, em territ\u00f3rio desmembrado do munic\u00edpio de Xiririca, era elevada \u00e0 Vila, com nome de \u201cVila de Sant\u2019Anna de Iporanga\u201d, subordinada a Comarca de Faxina, atual Itapeva. Sua escalada foi r\u00e1pida e em 1874, era elevada a munic\u00edpio, sendo somente instalada a sede de 12 de Janeiro do dito ano de 1874, data que desde ent\u00e3o \u00e9 considerada como Anivers\u00e1rio da Cidade de Iporanga. Eventos Hist\u00f3ricos marcaram as festividades. Era inaugurado o sistema de ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica de Iporanga, com lampi\u00f5es, cujos bra\u00e7os de ferro, com detalhes em relevo, foram importados da Europa e eram alimentados com azeite de baleia a posteriormente com querosene.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sendo considerado o 4\u00ba Munic\u00edpio da Prov\u00edncia a possuir esse aparelhamento p\u00fablico, as tr\u00eas primeiras cidades foram, S\u00e3o Vicente, Itanha\u00e9m e S\u00e3o Paulo, pela ordem.Em levantamento estat\u00edstico realizado em 1875, para a prov\u00edncia de S\u00e3o Paulo, conta que Iporanga contava com 3000 habitantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1865, j\u00e1 ocorria a festa de Nossa Senhora do Livramento e S\u00e3o Benedito, que se tornaria tradicional at\u00e9 os dias 31 de dezembro e 2 de janeiro, constituindo de uma prociss\u00e3o fluvial de embarca\u00e7\u00f5es que, escoltada por uma r\u00e9plica de Caravela Portuguesa, improvisava com canoas, madeiras, tecidos, bandeirolas, etc. Trazendo em seu interior as imagens dos Santos, descendo o Rio Ribeira e ancorando no Porto do Ribeir\u00e3o, onde a multid\u00e3o aguardava. As imagens s\u00e3o desembarcadas e conduzidas em prociss\u00e3o at\u00e9 a igreja Matriz, onde os fi\u00e9is prestavam-lhe o culto de f\u00e9. No ano de 1884 foram conclu\u00eddas as obras da Torre principal da Igreja Matriz, projetada e constru\u00edda pelo arquiteto alem\u00e3o Guilherme Looze (ou Lohser), germ\u00e2nico da Bav\u00e1ria, nomeado pela Santa S\u00e9 em 1868, para tal fim. A inaugura\u00e7\u00e3o da torre foi procedida de muitas festividades. Antes da conclus\u00e3o da torre, um majestoso sino de bronze fora mandado confeccionar na B\u00e9lgica, mediante doa\u00e7\u00e3o em dinheiro do Sr. Joaquim da Motta, pr\u00f3spero comerciante do local e com uma contribui\u00e7\u00e3o do Imperador D. Pedro II, no valor de 2.000 contos de r\u00e9is.Consta que na inaugura\u00e7\u00e3o da torre, \u00e0 1\u00ba de Janeiro de 1884, pelo Padre Antonio da Silva Pereira, esse sino j\u00e1 teria recebido os fi\u00e9is com seus maviosos repiques de sonoridade sem igual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, sua inaugura\u00e7\u00e3o se deu somente em 25\/05\/1885, conforme consta dos registros existentes, sendo a cerim\u00f4nia dirigida pelo Padre Angelo Marcondes, benzendo o sino que traz em relevo o Bras\u00e3o do Imp\u00e9rio, e que da Torre, desde ent\u00e3o, passou a chamar os fi\u00e9is com seus enternecedores repiques, conclamando-os \u00e0 ora\u00e7\u00e3o. Dizem os historiadores, que em sua fundi\u00e7\u00e3o, foi misturado junto ao puro bronze, dois quilogramas de ouro extra\u00eddos do pr\u00f3prio Ribeir\u00e3o de Iporanga, para dar-lhe melhor sonoridade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com a expans\u00e3o da Vila demandando cada vez mais a ocupa\u00e7\u00e3o de todos os espa\u00e7os, viram-se obrigados a transferir do pequeno cemit\u00e9rio para parte alta da Vila, sem do que suas muralhas foram feitas em barro socado, porem sob o altar m\u00f3r da Matriz, repousam para sempre os restos mortais do Padre Bernardo, bem como dos primeiros povoadores da Vila.Iporanga prosseguia em sua caminhada progressista, embora em ritmo mais lento. A liberta\u00e7\u00e3o dos escravos, em 1888, constituiu-se em rude golpe. Os escravos, livres do julgo de seus senhores, internavam-se pelo sert\u00e3o adentro, estabelecendo-se por sua pr\u00f3pria conta e iniciando no ramo da agricultura dom\u00e9stica. Isso deu origem \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de in\u00fameros povoados, como Nhunguara, Bombas, S\u00e3o Pedro, Po\u00e7o Grande, Praia Grande, entre outros essencialmente de origens afro-brasileiras, o que se pode notar at\u00e9 hoje, por sua cultura e principalmente por seu linguajar t\u00edpico, onde se incluem algumas misturas do dialeto africano com o portugu\u00eas casti\u00e7o. Outros, mais apegados a seus antigos donos, tornaram-se agregrados dos mesmos, tomando em conta de suas terras e estabelecendo-se nelas, formaram outros povoados como Pil\u00f5es, Ribeir\u00e3o, Andorinhas, Descalvado, Serra e Betari, onde restam alguns vest\u00edgios de ra\u00edzes africanas.Em 22\/09\/1888 foi criado Cart\u00f3rio de Registro Civil e Anexo, sendo instalado em 01\/01\/1889.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A cultura tamb\u00e9m sofreu influ\u00eancias. Nos bailes e fun\u00e7\u00f5es mesclavam-se as mais variadas formas de dan\u00e7a, umas partindo para o cunho profano e outras para o cunho religioso. Na sede e nos bairros eram realizados animados \u201cfandangos\u201d, \u201cfaxineiras\u201d, \u201ccatiras\u201d e \u201ccanas-verdes\u201d do cunho profano, bem como a \u201cRom\u00e2nia ou Dan\u00e7a de S\u00e3o Gon\u00e7alo\u201d,\u201dFolias de Rei\u201d,\u201dFolias do Divino\u201d e outras de cunho profano-religioso. Em 1888, Iporanga registrou em seu \u201clivro de Receitas\u201d, a import\u00e2ncia de oitenta mil contos de r\u00e9is, como arrecada\u00e7\u00e3o de \u201cDireitos de Fazer Fandangos\u201d. Um dos mestres do fandango mais famoso foi Marc\u00e1rio Francisco Ramos, destacando-se outros como: Benedicto Mariano Aphonso, C\u00e2ndido Francisco Guimar\u00e3es, Joaquim Dias e Joaquim Henrique Correa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir de 1906m, Iporanga experimentou uma pequena pausa em seu ritmo de progresso, retomando-o novamente tr\u00eas anos depois, com o com\u00e9rcio retomando seu ritmo normal. Foram abertas na ocasi\u00e3o, cinco ind\u00fastrias extrativas de cal e iniciavam-se as primeiras pesquisas minerais de profundidade, atrav\u00e9s do Engenheiro Alem\u00e3o Henrique Bauer e pesquisas espeleol\u00f3gicas com Ricardo Krone, Edmundo Krug e Bauer. Foram descobertas grutas magn\u00edficas e de admir\u00e1veis forma\u00e7\u00f5es calc\u00e1ria e com o decorrer do tempo, instalaram-se a de Furnas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1910, na administra\u00e7\u00e3o do Procurador Pedro da Silva Pereira Junior (Nhosinho), Iporanga criava o servi\u00e7o de travessia do Ribeira, atrav\u00e9s de Balsa, estabelecendo seu porto de travessia na \u201cCh\u00e1cara do Lul\u00fa\u201d, visando dar maior seguran\u00e7a a quem demandava rumo \u00e0 Vila de Barra do Turvo ou dela vinham e \u00e0 travessia de in\u00fameras varas de porcos que se destinavam \u00e0 comercializa\u00e7\u00e3o em Iporanga e cidades vizinhas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/189.109.140.94:8080\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/petar-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-518 alignleft\" src=\"http:\/\/189.109.140.94:8080\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/petar-2-300x199.jpg\" alt=\"petar-2\" width=\"300\" height=\"199\" \/><\/a>Criava-se a Camp\u00e2nia de Navega\u00e7\u00e3o Sul Paulista, que com barcos de m\u00e9dio calado fazia o transporte de passageiros e cargas entre Iporanga e Iguape. Desenvolvia-se ainda mais a ind\u00fastria de aguardente. Iporanga contava ent\u00e3o com 47 engenhos de cana, 26 destilarias, 14 f\u00e1bricas caseiras de fumo, 6 a\u00e7ougues e 42 casas comerciais. Tanto o movimento do porto quanto o trafego de tropas eram intensos. Como consequ\u00eancia, sentiu-se a necessidade de melhorar a infraestrutura da sede, sendo iniciado o remanejamento total do servi\u00e7o de \u00e1gua do munic\u00edpio, com a constru\u00e7\u00e3o de um reservat\u00f3rio semi-enterrado de forma retangular e teto em arco de 90 graus em alvenaria de pedras e distribui\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de 750 metros de tubo de ferro fundido com tr\u00eas polegadas de di\u00e2metros, importadas e com junta de chumbo.Existiam 3 chafarizes p\u00fablicos, sendo uma pra\u00e7a Marechal Deodoro e outro na pra\u00e7a da Bandeira. Deles, apenas restam em funcionamento ou da Pra\u00e7a Luiz Nestlehner, antiga pra\u00e7a da matriz, em ferro fundido, estilo colonial e com aplica\u00e7\u00f5es de relevo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1984 pelo decreto 6448 de 21 de Maio, Iporanga via-se rebaixado a condi\u00e7\u00f5es de distrito de paz, anexada ao munic\u00edpio de Apia\u00ed, mais dois anos ap\u00f3s, em virtude da lei n\u00ba 2.790 de 23\/12\/1936, era novamente reconduzida a condi\u00e7\u00e3o de munic\u00edpio e instalado a 25 de Abril de 1937. Iporanga promoveu a sua primeira elei\u00e7\u00e3o, escolhendo como prefeito, o cidad\u00e3o Floren\u00e7o Alves Pedroso, que teve a sua gest\u00e3o de quatro anos marcado por dois tr\u00e1gicos acontecimentos: em fins de 1937, uma enchente de propor\u00e7\u00f5es catastr\u00f3ficas assolou o Vale do Ribeira, deixando um saldo de destrui\u00e7\u00e3o irrepar\u00e1veis a agricultura e dizimando grande parte do rebanho su\u00edno da regi\u00e3o. Deixou tamb\u00e9m centenas de pessoas desabrigadas. Em consequ\u00eancia de tudo isso uma terr\u00edvel epidemia de malaria assolou o munic\u00edpio nos anos de 37\/38, deixando um saldo aterrador de muitas vitimas fatais. Era comum verificar-se a cena quase de terror em filas de 10 ou mais cad\u00e1veres sendo transportadas para a ultima morada em \u201cbangu\u00eas\u201d, pela total insufici\u00eancia de tempo e m\u00e3o de obra para o fabrico de caix\u00f5es mortu\u00e1rios, pois quase toda a popula\u00e7\u00e3o fora a cometida da terr\u00edvel doen\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1937, no governo de Dr. Adhemar de Barros, era inaugurada a rodovia estadual ligando Iporanga a Apia\u00ed. Essa rodovia que levou dez anos para ser constru\u00edda, conta em seu tra\u00e7ado original, atrav\u00e9s da Serra de Paran\u00e1piacaba, com muitas curvas e um visual deslumbrante, passando por encostas de serras, com prepicios assustadores que nos da a impress\u00e3o de estarmos cavalgando sobre as nuvens e como maravilhosa sequencia de rios de \u00e1guas puras e cristalinas e uma floresta de matas intoc\u00e1veis. Devido a sua imensa riqueza, principalmente de seu subsolo rico em min\u00e9rio, julgava-se que essa estrada seria um marco de muito progresso para Iporanga. No entanto verificou-se exatamente o contrario. Em seu livro \u201cVia de Comunica\u00e7\u00f5es para o Vale do Ribeira\u201d, editada pela editora brasileira em 1945, o editor Jo\u00e3o de Souza Ferraz escreveu \u201cA Estrada que foi constru\u00edda visando levar o progresso a Iporanga, por seu ponto privilegiado de comunica\u00e7\u00e3o como litoral, serviu para marcar o inicio de sua decad\u00eancia, pois o Iporanguense mais abastado serviu-se bela para iniciar sua retirada e consequentemente, o \u00eaxodo para as cidades mais desenvolvidas do planalto. Essa afirmativas de Ferraz, relata o que realmente aconteceu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1940, foi criada a primeira linha de \u00f4nibus da citada estrada, ligando Iporanga a Apia\u00ed e tamb\u00e9m n\u00e3o tardaria a ser feita a eletrifica\u00e7\u00e3o da cidade, o gerador, substituindo a antiga ilumina\u00e7\u00e3o a querosene. Ainda em 1940, a concumitamente a minera\u00e7\u00e3o, seria tentada a uma nova alternativa econ\u00f4mica: a Ind\u00fastria extrativa vegetal, tendo como principal produto o \u201cpalmito\u201d. A primeira fabrica foi instalada na fazenda Santana, pr\u00f3xima do bairro. Moradores antigos contam-nos que a fabricas movimentaram a cidade gerando muitos empregos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No mesmo ano de 1940 por iniciativa de um filho de Iporanga (Nascido na \u00c1ustria), Luiz Nestlehner) foi reiniciada as pesquisas visando as descobertas de novas cavernas e a explora\u00e7\u00e3o das j\u00e1 existentes, tendo em vista a viabilidade de utiliza-las como meio de atra\u00e7\u00e3o tur\u00edsticas e nova op\u00e7\u00e3o de fonte de renda para o munic\u00edpio. Na \u00e9poca foram catalogados entre as j\u00e1 existentes e novas grutas descobertas, a exist\u00eancia de 92 delas, destacando-se \u201careias\u201d pela exist\u00eancia de uma esp\u00e9cie rara de peixe, o bagre sego, sem os \u00f3rg\u00e3os da vis\u00e3o e tem seu habitat no rio subterr\u00e2neo da gruta e cujo exemplar foi, inclusive levado pelo imperador Hiroito do Jap\u00e3o, para estudos, e a \u201cGruta de Santana\u201d, famosas pela beleza de seus sal\u00f5es subterr\u00e2neos, pela riqueza de detalhes de suas forma\u00e7\u00f5es calcarias e pelas formas de suas estalactites e estalagmites que d\u00e3o a impress\u00e3o de estarmos entrando no mundo de sonho e fantasia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1.966 Entrou em fal\u00eancia a minera\u00e7\u00e3o de furnas, que teve seu ergue na explora\u00e7\u00e3o do chumbo, ouro e prata (Galena) nos anos de 1955 e 1956 e eram uma das grandes fontes de emprego do munic\u00edpio. Tamb\u00e9m as outras minera\u00e7\u00f5es ainda existentes foram pouco a pouco enterrando as suas atividades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, na opini\u00e3o de muitos, foi preciso que o movimento terrorista liberado pelo capit\u00e3o Carlos Lamarca se espalhasse ao abandonado do Vale do Ribeira no per\u00edodo de 1968\/71, para que o governo fizesse alguma coisa pela regi\u00e3o. Assim construiu-se a estrada que liga Iporanga a Eldorado, Iporanga a Barra do Turvo, Ponte sobre o Rio Ribeira, substituindo a velha balsa, dotou-se a cidade de servi\u00e7os de telefonia, implantou-se a ilumina\u00e7\u00e3o publica pela Cesp, foi criado o ginasial e colegial na cidade, construindo-se varias edif\u00edcios escolares e causou-se a cidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em rela\u00e7\u00e3o ao turismo, a Prefeitura Municipal faz uma serie de melhorias na caverna de Santana e a partir de 1968, foi aberta os visitantes. Por volta de 1971, foi iniciado processo de tombamento do n\u00facleo urbano da cidade, entretanto em 1979, a popula\u00e7\u00e3o criou um movimento contra o tombamento da cidade, pois estavam descrentes da pol\u00edtica de preserva\u00e7\u00e3o do estado e dos poss\u00edveis benef\u00edcios que essas a\u00e7\u00f5es trariam para Iporanga, visto que o processo vinha rolando a anos e n\u00e3o se via nenhum resultado concreto.<a href=\"http:\/\/189.109.140.94:8080\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/sp19-t8.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-519 alignright\" src=\"http:\/\/189.109.140.94:8080\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/sp19-t8-300x199.jpg\" alt=\"sp19-t8\" width=\"300\" height=\"199\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com a reativa\u00e7\u00e3o da minera\u00e7\u00e3o de chumbo, a partir de 1979, pela CAF (Camp\u00e2nia Argentifera Fumas), viveria-se novamente a ilus\u00e3o do \u201cprocesso\u201d, ainda mais estimulada pelos imensos levantamentos realizados nesse per\u00edodo pelo Governo Estadual, atrav\u00e9s da Sudelpa e CPRM, incorporados posteriormente pelo programa de desenvolvimento de recursos maneirais (pro min\u00e9rio). Sendo nessa \u00e9poca reativadas as fabricas de palmito, serrarias e outras atividades de cunho extrativistas. No inicio da d\u00e9cada de 80 foi marcada pela acentua\u00e7\u00e3o dos conflitos em virtude da resolu\u00e7\u00e3o que definiria o tombamento da cidade e o processo de implanta\u00e7\u00e3o do Petar, culminando com o fechamento das fabricas de palmito e outras existentes no munic\u00edpio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1983 come\u00e7ou afetivamente a ser implantado o Petar e embora o turismo espeleol\u00f3gico tenha sido, apenas por bairro Serra e ao munic\u00edpio vizinho de Apia\u00ed foram afetivamente beneficiados. Assim, em pleno termino do s\u00e9culo XX Iporanga ainda vive em quase total isolamento e decad\u00eancia econ\u00f4mica e mesmo com a a\u00e7\u00e3o de grupos em termos internos e externos no munic\u00edpio, resta-nos a firme esperan\u00e7a no desenvolvimento do Eco Turismo na regi\u00e3o; mostrando que \u00e9 poss\u00edvel desenvolver preservando o que restou desse rico patrim\u00f4nio natural do Estado e isso n\u00e3o seria nenhuma novidade para quem pode acompanhar a rica historia: a conhecer Iporanga de hoje se prepara para uma nova fase de sua historia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte:\u00a0<a href=\"http:\/\/albertoiporanga.blogspot.com.br\/\" target=\"_blank\">Iporanga em Foco<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais de Iporanga:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/albertoiporanga.blogspot.com.br\/\" target=\"_blank\">Iporanga em Foco<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.iporanganet.com\/\" target=\"_blank\">Iporanga na Net\u2026<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hist\u00f3ria Por volta de 1556, foram notados os primeiros vest\u00edgios do homem branco em solo iporanguense, provavelmente de exploradores portugueses ou refugiados remanescentes dos antigos invasores de nossa terra. 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